Mostra de Cinema Brasileiro em Salzburg

Neste ano, participo mais uma vez da Mostra de Cinema Brasileiro em Salzburg. Vou exibir a entrevista com Eduardo Viveiros de Castro, seguida de um debate com o escritor Daniel Munduruku (vai ter streaming, acompanhem no Face), e dar um curso de Audiovisual de Guerrilha: o Estúdio de um Homem Só, no cinema Das Kino. Também faço assistência a Eduardo Nunes na Oficina de Relização Audiovisual na Universidade de Salzburg.

A Mostra une cinema, literatura e música ao aprendizado de português – os alunos da Universidade produzem um curta todo ano, que é exibido na abertura do Festival.

Aqui, alguns vídeos dos anos anteriores que participei desta Mostra:

Curta sobre expressões da língua portuguesa:

Curta-metragem baseado nas crônicas futebolísticas de Nelson Rodrigues:

Discurso na Abertura do Festival em 2013:

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Clique na imagem para ver o Programa completo.

Entrevista com Eduardo Viveiros de Castro

Artigos relacionados:
Festival exibe filmes brasileiros em Salzburg, na Áustria

Talk Show do Rafucko: Laerte

Uma feminista do século passado viaja até 2014 e pergunta para a cartunista Laerte Coutinho: “ainda tem muito trabalho pela frente?”

Clique para assistir a todas as entrevistas do Talk Show do Rafucko

Debate no Vácuo Eleitoral

Sabe aquele espaço onde você não consegue ouvir o som da resposta dos candidatos à Presidência do Brasil? Então, foi lá que mediei o debate do Vácuo Eleitoral. Seguem os três blocos abaixo. O debate foi realizado em parceria com a Agência Pública.

BLOCO 1: SORTEIO DE TEMAS

BLOCO 2: PERGUNTA DO INTERNAUTA

BLOCO 3: PERGUNTA DO PLANETA TERRA

Aécio é melhor, ele vai prender menor!

No último domingo, em caminhada de apoio a Aécio, vários “cidadãos de bem” (sic) pediram mudanças para o Brasil – dentre elas, a diminuição da maioridade penal, bandeira pétrea do candidato. Coincidentemente eu estava passeando na praia com um bebê enjaulado. Por mim, já nasciam presos, que é pra nem incomodar!

COINCIDÊNCIA CURIOSA: Aécio defende a diminuição da maioridade penal E a privatização dos presídios. Cuidado: seu medo pode estar sendo usado pra construir um mercadão de vidas humanas, fica esperto!

 

Assista também:
1. Dilma de novo, porrada no povo!
2. Auto-crítica: tem, mas acabou

Interrogatalk-show do Rafucko: Orlando Zaccone

Enquadrei o delegado hare-krishna Orlando Zaccone. Tá pensando o quê, malandro? Viado também fala grosso! – mas não bate muito forte no meu braço que eu sou frágil =^,^=

I Nova Parada LGBT do Rio – SEM MEIAS PALAVRAS

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No dia 12 de outubro, numa tarde de névoa em Copacabana, cerca de 300.000 pessoas marcharam por direitos, segundo a organização do evento. A Parada (que se movimenta!) exigiu que os dois candidatos à presidência da República se comprometam, SEM MEIAS PALAVRAS, com pautas como criminalização da homofobia, legalização do aborto e libertação dos mamilos femininos. Ao fim do post, o Manifesto do protesto. Confira vídeos e fotos do evento:

 

Leitura do Manifesto ao fim da manifestação

Álbum de fotos “Guerrilha de Crochê”
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Álbum de fotos Coletivo Mariachi
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Álbum de fotos MIC – Mídia Independente Coletiva
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Álbum de fotos de Eurritmia
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Álbum de fotos do Pagu – Núcleo Feminista da FACHA
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ϟ MANIFESTO DA NOVA PARADA LGBT ϟ

Estamos certos de que que não é necessário ter DINHEIRO para exigir DIREITOS.

Exigimos que os dois candidatos à presidência se comprometam com as seguintes pautas, sem meias palavras:

1 – Criação de uma lei que regule o Casamento Civil Igualitário.#‎SemMeiasPalavras‬
2 – Criminalização da homofobia com penas socioeducativas para agressões verbais e atos discriminatórios, e agravamento de pena para crimes de lesão corporal e homicídio. #SemMeiasPalavras.
3 – Legalização do Aborto: plena independência das mulheres para não parir (no SUS), ou parir onde quiser e como quiser (parto em casa). #SemMeiasPalavras
4 – Distribuição de material educativo para prevenção do HIV, da homofobia e da violência contra a mulher em todas as escolas do Brasil. #SemMeiasPalavras.
5 – Programa Mais Trans: criação de política pública de promoção de qualidade de vida para travestis e transexuais, como aprovação da Lei João Nery. #SemMeiasPalavras.
6 – Libertação imediata dos mamilos femininos: peito de fora não é ato obsceno. #SemMeiasPalavras.
7 – Reforma tributária religiosa: tributação fiscal de toda instituição religiosa. #SemMeiasPalavras.
8 – Plena igualdade e mais facilidade para casais hetero ou homossexuais no processo de adoção, pelo direito das crianças de terem uma família. #SemMeiasPalavras.
Um momento de encontro e expressão de pessoas gays, lésbicas, transexuais, travestis, bissexuais, pansexuais, heterossexuais, feministas, afeminadas, caminhoneiras e todos os desviados que não aceitam mais a Ditadura do Normal.

Estarão presentes e assinam o manifesto:
Pink Bloc e Glitterterrorismo
Ditadura Gay
– Jihad Passiva
– Brigada Sapatão
V de Viadão
Ocupa Lapa
Reage Artista
– Drag Attack
– Bear Nation
Carnavandalirização
– Grupo Barthes PUC-Rio
Centro de Teatro do Oprimido
Eleganza Extravaganza
– Insurgência Babadeira
– PUC-Rio Queers
Planta na Mente
Articulação de Mulheres Brasileiras
– Green Bloc (Marcha da Maconha)
Drag-se
Zine xereca
Diversitas UFF
Conspiração dos Unicórnios Satânicos Pela ditadura Comunista Gay e Feminazi

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O dia das crianças e o segundo turno

Lembra quando você era criança e seu amigo lançava um ~desafio~: “e se você tivesse que escolher entre morrer afogado ou morrer queimado, qual você escolheria?”.

Você pensava em um, pensava em outro, escolhia nenhum, e seu amigo falava: “mas você TEM que escolher, você vai morrer de uma das duas maneiras, senão morre toda a sua família”.

Aí você criava um argumento estapafúrdio pra si mesmo, a morte que demora menos, ou a que vai ser menos dolorosa… e acabava respondendo.

Por um momento, você se esquecia de que NÃO precisava escolher nenhum dos dois, que aquilo era uma brincadeira sem sentido, inventada por um amigo babaca (ou vários), onde únicas opções eram um fim ruim ou outro fim ruim. Aquela angústia não fazia sentido nenhum, mas por um momento você acreditou que fazia.

Então, gente…

Talk-Sauna do Rafucko: Jean Wyllys

Depois de uma breve pausa, voltamos ao ar. Desta vez, no Talk-Sauna do Rafucko, o Ditador Gay recebe o deputado federal Jean Wyllys em seu gabinete.

Bobo da corte

Um pouco antes da Copa, fui convidado pelo Ministério de Relações Exteriores da Alemanha para participar de uma conferência sobre “Megaeventos e Democracia”. Fui vestido assim (foto): traje típico alemão e glitter prateado em toda a pele. O porquê dessa roupa eu só expliquei ao fim do workshop – e explico ao fim deste texto também.

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Comecei a apresentação falando dos Bobos da Corte. Eles eram os únicos que podiam dar más notícias e até zombar de membros da corte sem terem suas cabeças cortadas. Depois, tracei um panorama do Brasil de junho de 2013 até junho de 2014, passando pelas pautas dos protestos, pela repressão promovida pelos governos e pelo empenho da mídia em chamar manifestantes de “vândalos”. Exibi alguns vídeos, os de verdade e os meus (a plateia sempre ria mais dos originais, achei super engraçado).

Faltando 5 minutos para o fim, mostrei um slide com os danos que a empresa alemã Tyssen Krupp causa ao meio-ambiente no estado do Rio de Janeiro. A usina siderúrgica é responsável por uma chuva de prata, altamente tóxica. Não tem licença ambiental, e mesmo assim funciona a todo vapor, com subsídios do governo do Rio. Disse aos participantes e aos membros do Ministério que assim, vestido de alemão prateado, era a forma que eu tinha encontrado de passar essa mensagem de forma mais efetiva, e sem o risco de ter minha cabeça cortada (a Tyssen Krupp patrocinava o evento, rs). Foi super bem recebida a intervenção, preciso dizer…

(ah, sim: no dia seguinte teve um banquete no castelo do Cônsul em Santa Teresa. A Tyssen que ofereceu o buffet – e tava uma delícia)

Aqui tem mais informações: http://paretkcsa.blogspot.com.br/

Auto-crítica: tem, mas acabou

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Anteontem, fui ao comício pró-Dilma lembrar aos artistas da omissão e participação da presidenta em episódios de repressão inaceitáveis a protestos populares.
Muitos me chamaram de “coxinha”, um termo pejorativo pra chamar alguém de conservador. Outros diziam que eu “tava pedindo pra levar umas porradas”. Poucos fizeram o exercício da auto-crítica.
Um detalhe do meu personagem, o PM, é que ele enxergava de olhos fechados (na foto dá pra ver o detalhe). Quanto mais vocês me agridem, quanto mais tornam o Rafucko o centro da questão, pra evitar falar daquele ponto inicial, a repressão a protestos populares (e greves) promovidas pelo PT e seus aliados Brasil afora, mais vocês se assemelham ao meu personagem que, cá entre nós, era um PALHAÇO.

Respeito todas as formas de crença, sejam as religiosas ou as políticas. Mas a paixão por um partido, um pastor ou pelo poder, pode fazer você acreditar que está enxergando quando seus olhos estão, na verdade, muito bem fechados.

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Cartaz que o PM empunhava durante comício.

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