Arquivo do autor:Rafael

Faces do Brasil: #1 Gozei na cara do Crivella

O pastor evangélico e prefeito do Rio disse em uma de suas pregações: “Às vezes se acusa e se trata tão mal um homossexual, sem saber os dramas que ele vive, as angústias que ele sofre, os seus problemas. […] Às vezes a mãe tentou um aborto.”

Consultei meus pais e descobri que não sou fruto de um aborto mal-sucedido, mas de um orgasmo bem-sucedido. Eis a verdade, na cara dele:

Clique na foto para ver sem a tarja.
censurado-facebook

Marcelo Crivella
Sêmen sobre foto (21cm x 30cm)
R$ 300

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João, Maria e Beltrame: um Conto de Fardas

Clique aqui para baixar o PDF do livro.

Para o Natal, a UPP Mirim preparou um delicioso Conto de Fardas baseado na trajetória do ex-Secretário de Segurança do Rio, José Mariano Beltrame. Em “João, Maria e Beltrame“, a história é contada como registro da matança promovida por Beltrame.
Abaixo, um Policial Bonzinho realiza uma leitura dramatizada para toda a família. Confira:

Clique na imagem para ler a história completa:

joaomariaebeltrame1

Rafucko in English

Dear visitors, I am adding all of my videos with english subtitles on this page.

Caros visitantes, estou subindo vídeos com legendas em inglês nesta página.

:)

CARTA ABERTA ÀS FAMÍLIAS AFETADAS PELA VIOLÊNCIA POLICIAL NO RIO DE JANEIRO E A TODOS QUE SE INCOMODARAM COM O MONSTRUÁRIO 2016

CARTA ABERTA ÀS FAMÍLIAS AFETADAS PELA VIOLÊNCIA POLICIAL NO RIO DE JANEIRO E A TODOS QUE SE INCOMODARAM COM O MONSTRUÁRIO 2016:

Passei os últimos dias lendo, ouvindo, refletindo e falando pouco, em um lugar de escuta sobre os impactos e reações à loja de anti-souvenirs do Rio de Janeiro, o Monstruário 2016. Abro aqui mais um canal de diálogo e esclarecimentos.

O Monstruário 2016 é uma loja de “anti” souvenirs (do francês, “lembrança”, “memória”) com produtos que estampam a violência do Estado contra a população, seja no extermínio do povo da favela, ou nas remoções forçadas para as Olimpíadas. Há também uma crítica à forma como a mídia noticia isso tudo: uma pequena nota no canto da página principal, não dando a verdadeira importância ao assunto, criminalizando as vítimas da violência policial.

A venda é parte importante da obra, por reproduzir/revelar essa lógica comercial e monstruosa que transforma a cidade num parque temático pra poucos enquanto a juventude negra é chacinada. Entendo que a obra cause incômodo: de fato, não é uma piada.

É importante dizer que apesar de os produtos serem vendidos, não houve lucro: o dinheiro das vendas serve para pagar a produção dos mesmos, paga com meus honorários da residência artística. O projeto é produto resultante de uma residência artística realizada no mês de março, com outros 11 artistas, sendo 6 moradores de favelas e 6 de outras zonas da cidade. A venda, feita num espaço da Prefeitura, é também uma crítica a como o Estado insiste em vender a cidade do Rio de Janeiro como maravilhosa, mesmo em meio a tanto sangue e tantas dores. Usei o logotipo oficial das Olimpíadas para deixar claro que a memória que se deve levar deste evento é também aquela dos que foram excluídos da grande festa, seja pela remoção de sua casa ou de suas vidas e de entes e amigos queridos.

A imagem do carro fuzilado 111 vezes é emblemática desta violência, e por isso achei que poderia usá-la como símbolo da minha crítica. Não queria, com isso, causar mais sofrimento para pessoas cuja dor eu não posso nem mensurar. Sou homem, branco, de classe média, e não sou alvo direto desta violência. Mas ela me atravessa, como humano. E tenho a consciência de que sou, assim como toda a população, co-responsável por esta dinâmica, pois as balas que saem dos fuzis de policiais são financiadas por nós. Por isso, peço desculpas às pessoas que se sentiram ofendidas e pelo impacto negativo que isso causou nas famílias que perderam entes queridos. Reconheço que deveria ter havido mais reflexão sobre estes aspectos durante o processo criativo. Espero que ainda assim consigam ver que existe lugar e urgência para todos na luta por direitos humanos e valorização da vida.

Apesar do tema central da obra ser a violência de Estado, já que a ampla maioria das vítimas é composta por jovens negros da periferia, não há como abordar essa pauta sem tocar nas feridas abertas do racismo em nossa sociedade. Nesta semana, a PMERJ promoveu mais algumas chacinas no Estado do Rio de Janeiro, matando dezenas de pessoas. A intenção do trabalho era chamar atenção para essa dinâmica naturalizada, mas como a discussão tomou outro viés, resolvi tirar de exposição os “anti-souvenirs” e substituí-los por souvenirs oficiais, e seguir chamando a exposição de “Monstruário”, uma vitrine que pretende esconder as monstruosidades praticadas pelo Estado contra a população. Essa questão não devemos perder de vista.

Nesta terça feira, às 16h, haverá um debate sobre todos os trabalhos doComPosiçoes Politicas no Centro Hélio Oiticica e quem teve discordâncias com a minha obra está convidado para falar e me ajudar a refletir sobre como posso usar o meu trabalho de maneira mais efetiva em favor de uma causa que me é tão cara.

Abraços afetuosos,
Rafucko

Monstruário 2016

Uma loja de anti-souvenirs do Rio Olímpico. Confira todos os produtos aqui.

Intervalo comercial na Câmara dos Deputados

A Coca-Cola patrocinou Eduardo Cunha, e agora quer patrocinar VOCÊ! Participe da promoção “Vida de Deputado”!

Novo formato do Jornal Nacional

No novo Jornal Nacional (2016), William Bonner apresentará a atração ao lado de um policial. Assista!

Pra que “Brasil”, se podemos ser “Globo”?

adnet militante

Demorou quase exatos 3 anos pra Globo conseguir reeditar as passeatas de junho de 2013. Mudaram todas as pautas de acordo com seus interesses:

– A construção superfaturada de Belo Monte, que arrasou a natureza e os povos indígenas, virou mero caixa 2 do PT. Porque a ELETRONORTE patrocina o Jornal Nacional.

– O dinheiro público investido em Copa e Olimpíadas, em detrimento à infra-estrutura pra população, virou mero caixa 2 do PT. As populações removidas que se fodam, porque a Globo ganha milhões transmitindo estes dois eventos.

– A corrupção de uns foi apagada, pra virar a corrupção de outros. Collor e Sarney, por exemplo, grandes nomes citados em 2013, possuem retransmissoras da Rede Globo.

– Os bancos, seus juros e lucros, saíram de cena, porque eles patrocinam a novela, o jornal e até o programa matinal.

– Não se toma um país sem as forças militares. Por isso, a violência policial também sumiu das pautas, assim como o canto “a verdade é dura, a Rede Globo apoiou a ditadura”. Porque a Globo apoia a polícia e o exército.

– As tarifas de ônibus não são a pauta do dia. Porque a Globo apoia governos e prefeituras corruptos, em troca de muito dinheiro público para a Fundação Roberto Marinho administrar museus, por exemplo.

E amanhã, os patriotas de direita vão bater palma pro Jornal Nacional e os patriotas de esquerda vão bater palma pro Adnet!

Por isso, quando gritarem “QUE PAÍS É ESSE?”, você pode responder “É A PORRA DO PLIM PLIM!”

(a foto que ilustra o post é o ~genial~ Marcelo Adnet fazendo um militante que só reclama da Globo o tempo todo)

Rafucko entrevista Jón Gnárr

Entrevistei o comediante e ex-prefeito de Reykjavyk, capital da Islândia, Jón Gnárr. Rei e bobo, um dos melhores seres que já encontrei. Vale o clique :)

QUER VER EDUARDO PAES NO TALK SHOW DO RAFUCKO?

Escreva um email para os assessores que estão blindando o prefeito:

Para: Teresa Cristina Fayal <tcfayal@gmail.com>; Rafael Lisbôa <rafaellisboa.rj@gmail.com>

Assunto: Eduardo Paes no Talk Show do Rafucko

Mensagem:
Olá, Teresa e Rafael,

eu, como cidadão carioca, gostaria de ver o prefeito Eduardo Paes respondendo aos questionamentos de Rafucko. Em uma democracia, os representantes do povo devem estar abertos a serem questionados, sobretudo pelas pessoas que não concordam com sua gestão.

Aguardo uma resposta, de preferência positiva.
Abraços,

A Real História dos Bichos

Pra onde vão os animais depois que são removidos da floresta?

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