Arquivo da categoria: RAFUCKO.TXT

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Faces do Brasil: #1 Gozei na cara do Crivella

O pastor evangélico e prefeito do Rio disse em uma de suas pregações: “Às vezes se acusa e se trata tão mal um homossexual, sem saber os dramas que ele vive, as angústias que ele sofre, os seus problemas. […] Às vezes a mãe tentou um aborto.”

Consultei meus pais e descobri que não sou fruto de um aborto mal-sucedido, mas de um orgasmo bem-sucedido. Eis a verdade, na cara dele:

Clique na foto para ver sem a tarja.
censurado-facebook

Marcelo Crivella
Sêmen sobre foto (21cm x 30cm)
R$ 300

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João, Maria e Beltrame: um Conto de Fardas

Clique aqui para baixar o PDF do livro.

Para o Natal, a UPP Mirim preparou um delicioso Conto de Fardas baseado na trajetória do ex-Secretário de Segurança do Rio, José Mariano Beltrame. Em “João, Maria e Beltrame“, a história é contada como registro da matança promovida por Beltrame.
Abaixo, um Policial Bonzinho realiza uma leitura dramatizada para toda a família. Confira:

Clique na imagem para ler a história completa:

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Rafucko in English

Dear visitors, I am adding all of my videos with english subtitles on this page.

Caros visitantes, estou subindo vídeos com legendas em inglês nesta página.

:)

CARTA ABERTA ÀS FAMÍLIAS AFETADAS PELA VIOLÊNCIA POLICIAL NO RIO DE JANEIRO E A TODOS QUE SE INCOMODARAM COM O MONSTRUÁRIO 2016

CARTA ABERTA ÀS FAMÍLIAS AFETADAS PELA VIOLÊNCIA POLICIAL NO RIO DE JANEIRO E A TODOS QUE SE INCOMODARAM COM O MONSTRUÁRIO 2016:

Passei os últimos dias lendo, ouvindo, refletindo e falando pouco, em um lugar de escuta sobre os impactos e reações à loja de anti-souvenirs do Rio de Janeiro, o Monstruário 2016. Abro aqui mais um canal de diálogo e esclarecimentos.

O Monstruário 2016 é uma loja de “anti” souvenirs (do francês, “lembrança”, “memória”) com produtos que estampam a violência do Estado contra a população, seja no extermínio do povo da favela, ou nas remoções forçadas para as Olimpíadas. Há também uma crítica à forma como a mídia noticia isso tudo: uma pequena nota no canto da página principal, não dando a verdadeira importância ao assunto, criminalizando as vítimas da violência policial.

A venda é parte importante da obra, por reproduzir/revelar essa lógica comercial e monstruosa que transforma a cidade num parque temático pra poucos enquanto a juventude negra é chacinada. Entendo que a obra cause incômodo: de fato, não é uma piada.

É importante dizer que apesar de os produtos serem vendidos, não houve lucro: o dinheiro das vendas serve para pagar a produção dos mesmos, paga com meus honorários da residência artística. O projeto é produto resultante de uma residência artística realizada no mês de março, com outros 11 artistas, sendo 6 moradores de favelas e 6 de outras zonas da cidade. A venda, feita num espaço da Prefeitura, é também uma crítica a como o Estado insiste em vender a cidade do Rio de Janeiro como maravilhosa, mesmo em meio a tanto sangue e tantas dores. Usei o logotipo oficial das Olimpíadas para deixar claro que a memória que se deve levar deste evento é também aquela dos que foram excluídos da grande festa, seja pela remoção de sua casa ou de suas vidas e de entes e amigos queridos.

A imagem do carro fuzilado 111 vezes é emblemática desta violência, e por isso achei que poderia usá-la como símbolo da minha crítica. Não queria, com isso, causar mais sofrimento para pessoas cuja dor eu não posso nem mensurar. Sou homem, branco, de classe média, e não sou alvo direto desta violência. Mas ela me atravessa, como humano. E tenho a consciência de que sou, assim como toda a população, co-responsável por esta dinâmica, pois as balas que saem dos fuzis de policiais são financiadas por nós. Por isso, peço desculpas às pessoas que se sentiram ofendidas e pelo impacto negativo que isso causou nas famílias que perderam entes queridos. Reconheço que deveria ter havido mais reflexão sobre estes aspectos durante o processo criativo. Espero que ainda assim consigam ver que existe lugar e urgência para todos na luta por direitos humanos e valorização da vida.

Apesar do tema central da obra ser a violência de Estado, já que a ampla maioria das vítimas é composta por jovens negros da periferia, não há como abordar essa pauta sem tocar nas feridas abertas do racismo em nossa sociedade. Nesta semana, a PMERJ promoveu mais algumas chacinas no Estado do Rio de Janeiro, matando dezenas de pessoas. A intenção do trabalho era chamar atenção para essa dinâmica naturalizada, mas como a discussão tomou outro viés, resolvi tirar de exposição os “anti-souvenirs” e substituí-los por souvenirs oficiais, e seguir chamando a exposição de “Monstruário”, uma vitrine que pretende esconder as monstruosidades praticadas pelo Estado contra a população. Essa questão não devemos perder de vista.

Nesta terça feira, às 16h, haverá um debate sobre todos os trabalhos doComPosiçoes Politicas no Centro Hélio Oiticica e quem teve discordâncias com a minha obra está convidado para falar e me ajudar a refletir sobre como posso usar o meu trabalho de maneira mais efetiva em favor de uma causa que me é tão cara.

Abraços afetuosos,
Rafucko

Pra que “Brasil”, se podemos ser “Globo”?

adnet militante

Demorou quase exatos 3 anos pra Globo conseguir reeditar as passeatas de junho de 2013. Mudaram todas as pautas de acordo com seus interesses:

– A construção superfaturada de Belo Monte, que arrasou a natureza e os povos indígenas, virou mero caixa 2 do PT. Porque a ELETRONORTE patrocina o Jornal Nacional.

– O dinheiro público investido em Copa e Olimpíadas, em detrimento à infra-estrutura pra população, virou mero caixa 2 do PT. As populações removidas que se fodam, porque a Globo ganha milhões transmitindo estes dois eventos.

– A corrupção de uns foi apagada, pra virar a corrupção de outros. Collor e Sarney, por exemplo, grandes nomes citados em 2013, possuem retransmissoras da Rede Globo.

– Os bancos, seus juros e lucros, saíram de cena, porque eles patrocinam a novela, o jornal e até o programa matinal.

– Não se toma um país sem as forças militares. Por isso, a violência policial também sumiu das pautas, assim como o canto “a verdade é dura, a Rede Globo apoiou a ditadura”. Porque a Globo apoia a polícia e o exército.

– As tarifas de ônibus não são a pauta do dia. Porque a Globo apoia governos e prefeituras corruptos, em troca de muito dinheiro público para a Fundação Roberto Marinho administrar museus, por exemplo.

E amanhã, os patriotas de direita vão bater palma pro Jornal Nacional e os patriotas de esquerda vão bater palma pro Adnet!

Por isso, quando gritarem “QUE PAÍS É ESSE?”, você pode responder “É A PORRA DO PLIM PLIM!”

(a foto que ilustra o post é o ~genial~ Marcelo Adnet fazendo um militante que só reclama da Globo o tempo todo)

Prefeito do Rio se recusa a fazer exame anti-doping (VÍDEO)

(English subtitles on the video)

Neste sábado, fui a um evento de diálogo entre prefeito e população sobre as Olimpíadas, no Ponto Cine em Guadalupe. Convidei o prefeito Eduardo Paes para fazer um teste anti-doping, uma ação da campanha “Guerra Contra Hipocrisia”, que visa fazer testes anti-drogas em políticos, jornalistas e personalidades que são publicamente a favor da guerra que mata inocentes (e culpados) na cidade do Rio de Janeiro. O prefeito respondeu que por ser um dia depois de sexta feira, tinha medo deste teste e se dizendo a favor da legalização das “drogas mais leves” (sic), mas se recusou a doar o material para teste (alguns fios de cabelo) ao fim do evento. O convite segue de pé e, assim como o convite para entrevista no Talk Show do Rafucko, será feito outras vezes.

A ENTREVISTA

Depois da resposta do vídeo acima, o prefeito prometeu ainda me dar uma entrevista no Talk Show do Rafucko. A entrevista com o prefeito é a última que falta para completar a série de 10 entrevistas no projeto financiado através de crowdfunding. Estou em contato com os assessores dele e, caso a promessa não seja cumprida, a gente começa uma nova campanha. :) Há muitos questionamentos a serem feitos às vésperas das Olimpíadas, que não têm sido contemplados nas entrevistas para grandes veículos.

SOBRE A CAMPANHA “GUERRA CONTRA A HIPOCRISIA”

Nas favelas, vive-se um estado de exceção, com o perigo constante de tortura, morte e todo tipo de humilhação cometidos pela Polícia Militar e pelo Exército Brasileiro.

Os próximos convocados para estrelarem a campanha serão a jornalista Leilane Neubarth, e o ator Diogo Vilela.

hipocrisia

Assista também:

O Desabafo da Cocaína

A Hora do Recreio

Nos livros de história, o período 2013-2015 será oficialmente conhecido com a “Hora do Recreio” no Brasil. Recebi hoje essa corrente do pessoal dito “de esquerda”.
Sei muito bem o quanto ouvi esses mesmos “””argumentos””” do pessoal da turma “da direita” quando manifestávamos contra aumento de passagens, CPIs mafiosas, remoções, etc.

manual manif

 

Mas o que falta mesmo ser estudado é: QUAL O PROBLEMA DE VOCÊS COM O TODDYNHO?!?!?! Toddynho é bom pra caramba, porra! (tô tomando um aqui, geladinho, uma de-lí-ci-a… recomendo!)

Big Brother Favela

(English version below the video)

BIG BROTHER FAVELA

No dia 5 de agosto, a Prefeitura do Rio, o Governo do Estado e o Governo Federal lançam uma contagem regressiva de 1 ano para as Olimpíadas de 2016. Os preparativos para os Jogos Olímpicos escondem a realidade de remoções, devastação da natureza, corrupção e violência policial que assombram a população da Cidade Olímpica. Enquanto os governos contam quantos dias faltam para as Olimpíadas, nós convidamos a população para contar quantas pessoas faltam para essa grande festa – as vidas perdidas em decorrência da violência do estado.

Big Brother Favela é “o maior show de realidade que o Brasil já viu”. É uma instalação virtual/performance em formato de reality show, onde 7 participantes, em sua grande maioria negros ou pardos, viverão numa casa em uma comunidade. A casa será monitorada 24h através do site bigbrotherfavela.com. A cada dia, um jogador será escolhido pelo público para ser executado pela polícia diante das câmeras. Não há espaço para comentários no site, apenas a tela do streaming, e uma enquete para o espectador escolher quem será o eliminado. Levando o conceito de “show de realidade” ao extremo, Big Brother Favela pretende espelhar um estado onde a polícia tem licença para matar, e a população é conivente com isso.

O jogo poderá ser interrompido a qualquer momento se o Prefeito Eduardo Paes, o Governador Luiz Fernando Pezão e a Presidenta Dilma Rousseff pronunciarem a seguinte frase: “as forças militares precisam parar de matar nas favelas, e para isso é preciso regulamentar as drogas no Brasil”. Caso não ocorra a manifestação oficial, as eliminações acontecerão ao curso do programa.

O projeto é inspirado na instalação “Ausländer Raus” (Fora, Imigrantes), do artista alemão Christoph Schlingensief, que instalou um container em Viena, onde imigrantes ilegais viviam até serem deportados, no mesmo modelo proposto pelos grandes realities shows de televisão. A instalação era uma crítica à extrema-direita daquele país.

A partir de terça-feira, dia 4 de agosto, às 22h.

CONTATO:

http://bigbrotherfavela.com

http://rafucko.com

reality@rafucko.com

BIG BROTHER FAVELA

On the 5th of August 2015, governments of Brazil and Rio de Janeiro will release the official countdown for the 2016 Olympic Games. The preparation for the Games hides the sad reality of forced evictions, environmental devastation, corruption and police brutality that haunts the population of the Olympic City. While governments count how many days are left, we invite the population to count how many people are missing for this big party – the lives that are lost because of state-sponsored violence.

Big Brother Favela is “the biggest reality show Brazil has ever seen”. It is a virtual installation/performance in the format of a reality show, where 7 participants – most of them dark-skinned – will live in a house in a favela. The house will be monitored 24/7 through the website bigbrotherfavela.com. Each day, one of the participants will be chosen by viewers to be executed by police in front of the cameras. There will be no space for comments on the website; just the live stream and a poll.

Taking the concept of a reality show to the extreme, Big Brother Favela intends to mirror a state where police have a license to kill, and where the population remains unresponsive.

The game can be interrupted at anytime if the mayor of Rio de Janeiro – Eduardo Paes, the governor Pezão (Big Foot), and president Dilma Rousseff give the following statement: “Military forces shall stop killing in the favelas, and therefore it is urgent to regulate drugs in Brazil”. In the event that they don’t, the eliminations will follow as planned.

The project is inspired by the installation “Ausländer Raus” (Immigrants Out) by the German artist Christoph Schlingensief. He installed a container in Vienna, where illegal immigrants were living until being deported, on the same model proposed by reality TV shows. The installation was a critique to the extreme right wing politicians in Austria.

CONTACT:

http://bigbrotherfavela.com

http://rafucko.com

reality@rafucko.com

I Nova Parada LGBT do Rio – SEM MEIAS PALAVRAS

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No dia 12 de outubro, numa tarde de névoa em Copacabana, cerca de 300.000 pessoas marcharam por direitos, segundo a organização do evento. A Parada (que se movimenta!) exigiu que os dois candidatos à presidência da República se comprometam, SEM MEIAS PALAVRAS, com pautas como criminalização da homofobia, legalização do aborto e libertação dos mamilos femininos. Ao fim do post, o Manifesto do protesto. Confira vídeos e fotos do evento:

 

Leitura do Manifesto ao fim da manifestação

Álbum de fotos “Guerrilha de Crochê”
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Álbum de fotos Coletivo Mariachi
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Álbum de fotos MIC – Mídia Independente Coletiva
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Álbum de fotos de Eurritmia
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Álbum de fotos do Pagu – Núcleo Feminista da FACHA
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ϟ MANIFESTO DA NOVA PARADA LGBT ϟ

Estamos certos de que que não é necessário ter DINHEIRO para exigir DIREITOS.

Exigimos que os dois candidatos à presidência se comprometam com as seguintes pautas, sem meias palavras:

1 – Criação de uma lei que regule o Casamento Civil Igualitário.#‎SemMeiasPalavras‬
2 – Criminalização da homofobia com penas socioeducativas para agressões verbais e atos discriminatórios, e agravamento de pena para crimes de lesão corporal e homicídio. #SemMeiasPalavras.
3 – Legalização do Aborto: plena independência das mulheres para não parir (no SUS), ou parir onde quiser e como quiser (parto em casa). #SemMeiasPalavras
4 – Distribuição de material educativo para prevenção do HIV, da homofobia e da violência contra a mulher em todas as escolas do Brasil. #SemMeiasPalavras.
5 – Programa Mais Trans: criação de política pública de promoção de qualidade de vida para travestis e transexuais, como aprovação da Lei João Nery. #SemMeiasPalavras.
6 – Libertação imediata dos mamilos femininos: peito de fora não é ato obsceno. #SemMeiasPalavras.
7 – Reforma tributária religiosa: tributação fiscal de toda instituição religiosa. #SemMeiasPalavras.
8 – Plena igualdade e mais facilidade para casais hetero ou homossexuais no processo de adoção, pelo direito das crianças de terem uma família. #SemMeiasPalavras.
Um momento de encontro e expressão de pessoas gays, lésbicas, transexuais, travestis, bissexuais, pansexuais, heterossexuais, feministas, afeminadas, caminhoneiras e todos os desviados que não aceitam mais a Ditadura do Normal.

Estarão presentes e assinam o manifesto:
Pink Bloc e Glitterterrorismo
Ditadura Gay
– Jihad Passiva
– Brigada Sapatão
V de Viadão
Ocupa Lapa
Reage Artista
– Drag Attack
– Bear Nation
Carnavandalirização
– Grupo Barthes PUC-Rio
Centro de Teatro do Oprimido
Eleganza Extravaganza
– Insurgência Babadeira
– PUC-Rio Queers
Planta na Mente
Articulação de Mulheres Brasileiras
– Green Bloc (Marcha da Maconha)
Drag-se
Zine xereca
Diversitas UFF
Conspiração dos Unicórnios Satânicos Pela ditadura Comunista Gay e Feminazi

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O dia das crianças e o segundo turno

Lembra quando você era criança e seu amigo lançava um ~desafio~: “e se você tivesse que escolher entre morrer afogado ou morrer queimado, qual você escolheria?”.

Você pensava em um, pensava em outro, escolhia nenhum, e seu amigo falava: “mas você TEM que escolher, você vai morrer de uma das duas maneiras, senão morre toda a sua família”.

Aí você criava um argumento estapafúrdio pra si mesmo, a morte que demora menos, ou a que vai ser menos dolorosa… e acabava respondendo.

Por um momento, você se esquecia de que NÃO precisava escolher nenhum dos dois, que aquilo era uma brincadeira sem sentido, inventada por um amigo babaca (ou vários), onde únicas opções eram um fim ruim ou outro fim ruim. Aquela angústia não fazia sentido nenhum, mas por um momento você acreditou que fazia.

Então, gente…

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