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Mostra de Cinema Brasileiro em Salzburg

Neste ano, participo mais uma vez da Mostra de Cinema Brasileiro em Salzburg. Vou exibir a entrevista com Eduardo Viveiros de Castro, seguida de um debate com o escritor Daniel Munduruku (vai ter streaming, acompanhem no Face), e dar um curso de Audiovisual de Guerrilha: o Estúdio de um Homem Só, no cinema Das Kino. Também faço assistência a Eduardo Nunes na Oficina de Relização Audiovisual na Universidade de Salzburg.

A Mostra une cinema, literatura e música ao aprendizado de português – os alunos da Universidade produzem um curta todo ano, que é exibido na abertura do Festival.

Aqui, alguns vídeos dos anos anteriores que participei desta Mostra:

Curta sobre expressões da língua portuguesa:

Curta-metragem baseado nas crônicas futebolísticas de Nelson Rodrigues:

Discurso na Abertura do Festival em 2013:

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Clique na imagem para ver o Programa completo.

Entrevista com Eduardo Viveiros de Castro

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Festival exibe filmes brasileiros em Salzburg, na Áustria

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I Nova Parada LGBT do Rio – SEM MEIAS PALAVRAS

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No dia 12 de outubro, numa tarde de névoa em Copacabana, cerca de 300.000 pessoas marcharam por direitos, segundo a organização do evento. A Parada (que se movimenta!) exigiu que os dois candidatos à presidência da República se comprometam, SEM MEIAS PALAVRAS, com pautas como criminalização da homofobia, legalização do aborto e libertação dos mamilos femininos. Ao fim do post, o Manifesto do protesto. Confira vídeos e fotos do evento:

 

Leitura do Manifesto ao fim da manifestação

Álbum de fotos “Guerrilha de Crochê”
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Álbum de fotos Coletivo Mariachi
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Álbum de fotos MIC – Mídia Independente Coletiva
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Álbum de fotos de Eurritmia
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Álbum de fotos do Pagu – Núcleo Feminista da FACHA
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ϟ MANIFESTO DA NOVA PARADA LGBT ϟ

Estamos certos de que que não é necessário ter DINHEIRO para exigir DIREITOS.

Exigimos que os dois candidatos à presidência se comprometam com as seguintes pautas, sem meias palavras:

1 – Criação de uma lei que regule o Casamento Civil Igualitário.#‎SemMeiasPalavras‬
2 – Criminalização da homofobia com penas socioeducativas para agressões verbais e atos discriminatórios, e agravamento de pena para crimes de lesão corporal e homicídio. #SemMeiasPalavras.
3 – Legalização do Aborto: plena independência das mulheres para não parir (no SUS), ou parir onde quiser e como quiser (parto em casa). #SemMeiasPalavras
4 – Distribuição de material educativo para prevenção do HIV, da homofobia e da violência contra a mulher em todas as escolas do Brasil. #SemMeiasPalavras.
5 – Programa Mais Trans: criação de política pública de promoção de qualidade de vida para travestis e transexuais, como aprovação da Lei João Nery. #SemMeiasPalavras.
6 – Libertação imediata dos mamilos femininos: peito de fora não é ato obsceno. #SemMeiasPalavras.
7 – Reforma tributária religiosa: tributação fiscal de toda instituição religiosa. #SemMeiasPalavras.
8 – Plena igualdade e mais facilidade para casais hetero ou homossexuais no processo de adoção, pelo direito das crianças de terem uma família. #SemMeiasPalavras.
Um momento de encontro e expressão de pessoas gays, lésbicas, transexuais, travestis, bissexuais, pansexuais, heterossexuais, feministas, afeminadas, caminhoneiras e todos os desviados que não aceitam mais a Ditadura do Normal.

Estarão presentes e assinam o manifesto:
Pink Bloc e Glitterterrorismo
Ditadura Gay
– Jihad Passiva
– Brigada Sapatão
V de Viadão
Ocupa Lapa
Reage Artista
– Drag Attack
– Bear Nation
Carnavandalirização
– Grupo Barthes PUC-Rio
Centro de Teatro do Oprimido
Eleganza Extravaganza
– Insurgência Babadeira
– PUC-Rio Queers
Planta na Mente
Articulação de Mulheres Brasileiras
– Green Bloc (Marcha da Maconha)
Drag-se
Zine xereca
Diversitas UFF
Conspiração dos Unicórnios Satânicos Pela ditadura Comunista Gay e Feminazi

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Bobo da corte

Um pouco antes da Copa, fui convidado pelo Ministério de Relações Exteriores da Alemanha para participar de uma conferência sobre “Megaeventos e Democracia”. Fui vestido assim (foto): traje típico alemão e glitter prateado em toda a pele. O porquê dessa roupa eu só expliquei ao fim do workshop – e explico ao fim deste texto também.

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Comecei a apresentação falando dos Bobos da Corte. Eles eram os únicos que podiam dar más notícias e até zombar de membros da corte sem terem suas cabeças cortadas. Depois, tracei um panorama do Brasil de junho de 2013 até junho de 2014, passando pelas pautas dos protestos, pela repressão promovida pelos governos e pelo empenho da mídia em chamar manifestantes de “vândalos”. Exibi alguns vídeos, os de verdade e os meus (a plateia sempre ria mais dos originais, achei super engraçado).

Faltando 5 minutos para o fim, mostrei um slide com os danos que a empresa alemã Tyssen Krupp causa ao meio-ambiente no estado do Rio de Janeiro. A usina siderúrgica é responsável por uma chuva de prata, altamente tóxica. Não tem licença ambiental, e mesmo assim funciona a todo vapor, com subsídios do governo do Rio. Disse aos participantes e aos membros do Ministério que assim, vestido de alemão prateado, era a forma que eu tinha encontrado de passar essa mensagem de forma mais efetiva, e sem o risco de ter minha cabeça cortada (a Tyssen Krupp patrocinava o evento, rs). Foi super bem recebida a intervenção, preciso dizer…

(ah, sim: no dia seguinte teve um banquete no castelo do Cônsul em Santa Teresa. A Tyssen que ofereceu o buffet – e tava uma delícia)

Aqui tem mais informações: http://paretkcsa.blogspot.com.br/

Auto-crítica: tem, mas acabou

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Anteontem, fui ao comício pró-Dilma lembrar aos artistas da omissão e participação da presidenta em episódios de repressão inaceitáveis a protestos populares.
Muitos me chamaram de “coxinha”, um termo pejorativo pra chamar alguém de conservador. Outros diziam que eu “tava pedindo pra levar umas porradas”. Poucos fizeram o exercício da auto-crítica.
Um detalhe do meu personagem, o PM, é que ele enxergava de olhos fechados (na foto dá pra ver o detalhe). Quanto mais vocês me agridem, quanto mais tornam o Rafucko o centro da questão, pra evitar falar daquele ponto inicial, a repressão a protestos populares (e greves) promovidas pelo PT e seus aliados Brasil afora, mais vocês se assemelham ao meu personagem que, cá entre nós, era um PALHAÇO.

Respeito todas as formas de crença, sejam as religiosas ou as políticas. Mas a paixão por um partido, um pastor ou pelo poder, pode fazer você acreditar que está enxergando quando seus olhos estão, na verdade, muito bem fechados.

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Cartaz que o PM empunhava durante comício.

Rafucko Presidente

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Lancei minha candidatura à Presidência da República. Confira o site da campanha!

Confira o Programa de Governo

Confira o Manifesto do PBTM – Partido Bom pra Todo Mundo
Há quem diga que o voto em Rafucko é um voto nulo. De fato, as urnas eletrônicas não exibirão meu jovem rosto quando você digitar 01 – elas exibirão uma tela em branco, onde você pode ver o seu reflexo. Logo depois, exibirá a palavra FIM.

Minha primeira proposta de governo é trocar esta palavra, que julgo equivocada. Depois do meu mandato, as urnas exibirão “INÍCIO” ao fim da votação, para que todo eleitor se lembre que a eleição não é um fim em si, mas somente o começo das mudanças que nós todos almejamos.

Ao votar em mim, você vota em você.
Nós para presidentes!

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Bandeira do PBTM – Partido Bom pra Todo Mundo

Você conhece o Pezão?

O governador do Rio Luiz Fernando Pezão lançou hoje em sua página do Facebook uma enquete sobre qual doce ele mais gosta.
Eu tomei a liberdade de corrigir as alternativas e queria saber quem aqui #ConheceOPezaoDeVerdade?

Qual o doce preferido do Pezão?

Qual o doce preferido do Pezão?

(a palhaçada original tá aqui)

Melhores da Websfera – youPix 2014

Fui indicado a 5 categorias no youPix 2014! Não levei nenhuma, mas rolou isso aqui, ó:

(no fim da premiação eu subo no palco, prêmio de consolação, pula pra lá se não quiser ver todo o desenrolar da premiação)

Capas do 7×1

Como deveriam ser as capas no dia seguinte à goleada, se a imprensa brasileira ainda prestasse algum papel social.

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Baseado nas 50 capas após a derrota de 7×1

A Humanidade ainda não fracassou.

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O movimento LGBT, que diz lutar por Direitos Humanos, não estava lá ontem.

Os professores, que pediram apoio da população quando fizeram greve, não estavam lá ontem.

Os garis, que comoveram as redes sociais durante a greve, não estavam lá ontem.

As igrejas, essas instituições que pregam o amor ao próximo, nenhuma delas estava lá ontem.

A Rede Globo, a Band, o SBT e a Record, e alguns sindicatos, todos deram uma passadinha, mas nenhum estava lá ontem.

Nenhum movimento organizado estava lá ontem.

Havia apenas algumas dezenas de indivíduos, uns poucos advogados e midialivristas, todos completamente consternados pelo cenário desolador das famílias desabrigadas. Há 3 dias dormindo sob chuva, feitos de idiotas pelos assistentes sociais da Prefeitura, que tiravam “selfies” (a nova moda!) enquanto centenas de pessoas eram informadas de que não poderiam mais se cadastrar naquela noite – o expediente acabou! Não conseguiram pegar a SENHA, para então voltar nos dias seguintes e fazer um CADASTRO, para então esperarem meses, anos, sabe-se lá quantas eleições, por um teto para morar.

Na internet, li algumas discussões. São invasores? São vagabundos? Havia assaltos! Deveriam ser ladrões…

Ninguém lembrava que eram humanos. Poucos viam os bebês de 2 meses de idade, as crianças que brincavam com seus próprios dejetos absorvidos nas malhas de suas roupas, as senhoras com os pés descalços e os homens e mulheres que não tinham outra opção a não ser aquilo ali, a mais baixa situação de dignidade que eu já presenciei na minha vida.

O Batalhão de Choque, sempre tão covarde, expulsou as famílias de dentro da passarela do Metrô Rio, propriedade pública que eles insistiam que era privada (o único teto que havia ali, diga-se de passagem). É de uma crueldade escatológica jogar aquela gente, que já nada tem, no chão molhado, para terem menos ainda.

Ontem foi um dia em que me senti completamente demente. Fiquei paralisado enquanto uma mulher, chorando e tremendo, dizia que o Choque ia jogar (mais) pimenta nas suas crianças. Tive ataque de riso quando percebi que as doações que chegavam não supririam a necessidade de um terço daquelas pessoas. Decidi ficar pra assistir, mesmo sem bateria no celular, quando o Choque e a Guarda Municipal cercavam os desabrigados e causavam alvoroço. Me vi, mais de uma vez, sem querer, no lugar de decidir quem ali iria beber água potável e quem ficaria sem.

A Humanidade não fracassou, como alguns ali faziam questão de frisar. Fomos para um poço sem fundo, é bem a verdade, mas ao olhar para aquelas centenas de guerreiros e guerreiras das mais variadas idades, a última palavra que me vinha à cabeça era fracasso.

Marchinhas do Carnavândalo 2014

Saíram as novas marchinhas de carnaval, remasterizadas com som de bomba e letras anti-copa!

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