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Hemofobia mata!

Fui doar sangue semana passada e recusaram por eu ser homossexual. Refiz a história mais ou menos como ela aconteceu. Assista:

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Querido diário, hoje foi assim:

Querido diário,

hoje eu não fui ao protesto contra a “Corrida do Soldado Cruel” porque era muito cedo. Cedi ao sono.
Fiquei sabendo que foram 10 pessoas. O BOPE correu. Deve ter corrido.
Nos comentários dos meus vídeos tão discutindo se policial pode ou não pode matar.
O Maluf postou no twitter “direitos humanos para humanos direitos”, risos.
Aliás, à tarde eu fui no ato anti-homofobia em Copacabana. Marcado pras 14h, mas só às 16h ia sair. Tava meio vazio, viado prefere bronzeado a direitos humanos. Fui embora quando começaram a caminhar, tava cheio de fome. Fui comer, num árabe. Tava uma delícia. Sabe quando você tá com tanta fome e morde a língua com muita força? Tá doendo até agora.
Na volta não consegui entrar no metrô. No caminho, muitos carros de polícia correndo, com sirene ligada. Um deles parou num ponto de ônibus e intimidou um monte de moleque sentado. Todos pretos. Coincidência, imagino.
Cheguei no Feice e a Giovana Antonelli tinha postado uma foto tirada de um apartamento na Av. Vieira Souto. Um monte de gente amontoada nas areias de Ipanema. Ela disse que viu uns 5 arrastões em 3h. Mais tarde, fez outro post, relatando SETE arrastões. Caramba, a Giovanna Antonelli passou a tarde contando arrastão num apê na Praia de Ipanema. Ela usou as hashtags #vergonha #eleições e #tristeza.
Aí eu tô aqui, nesse fim de domingo (odeio!), pensando no BOPE, no Maluf, nos viados mortos e nos viados bronzeados, na Giovanna Antonelli, em Ipanema e em Copacabana, no amanhã…
Amanhã eu vou protestar contra a presidenta. Tô preparando uns cartazes. Acho que vai ser legal. Vai ser estranho, mas vai ser legal. A minha língua ainda tá doendo.

Por mim entrava agora a voz do Cid Moreira falando “O SHOW DA VIDA” e eu acordava logo amanhã. Ah, o amanhã…

Assista também:

A corrida do soldado cruel

Humor não é crime, preconceito é.

Hoje li, pela primeira vez, um humorista comparando a questão do humor “politicamente incorreto” à questão das biografias, dizendo que haveria uma tentativa de censura da “polícia do politicamente correto”.
Não caiam nesse papo cheio de má-fé. Este é o último argumento daqueles que querem destilar seus preconceitos sem serem questionados.
No último domingo, Bruno Mazzeo fez um quadro sobre a abolição da escravidão no Fantástico. Apesar de muita gente saber enumerar os absurdos da esquete melhor que eu (http://bit.ly/1fgrI2a), o que mais me incomodou foi o fato dos personagens falarem “negro” como se fosse um palavrão. Uma alfinetada na “polícia do politicamente correto”, que só deixaria chamarem os negros de “afrodescendentes”. Se passassem mais tempo refletindo sobre seus preconceitos, não precisariam ser tão seletivos com seu vocabulário. Preto não é xingamento para quem sabe que o negro não é inferior ao branco. Viado não é ofensa se você não trata o gay como submisso, inferior, infantilizado.
A ofensa está na intenção, e não na palavra. Ridicularizar o oprimido é uma liberdade de todos, mas há que se ser forte o suficiente para aguentar as críticas de quem não se submete mais à opressão. E dá pra fazer isso sem parecer um menino mimado contrariado. É difícil, mas tenho certeza que vocês conseguem…

Pink Bloc no Grito da Liberdade

pink bloc grito

Pink Bloc aplicando #ChoqueDeFlor, ontem, no Grito da Liberdade.

O Pink Bloc assume a autoria do lançamento de uma rosa branca na vidraça do CCBB, de um lírio amarelo em direção à PM e de uma gérbera na imprensa internacional.

Quando a polícia começou a revistar manifestantes, sem nenhum motivo aparente (eles são carentes e precisam de atenção), entoamos o hit nº1 do Pink Bloc:

♪ Ei, Cabral,
toma da polícia,
porque tomar no cu
eu te garanto é uma delícia ♪

Ficamos de olho em quem cantou a plenos pulmões e trocamos alguns contatos.

AMANHÃ VAI SER MAIOR!

(foto: Folha de SP – a verdade é dura etc.)

Leia mais:
Manifesto Pink Bloc

ϟ ❤ ϟ MANIFESTO PINK BLOC ϟ ❤ ϟ

pink-bloc

MANIFESTO PINK BLOC

♥ O PINK BLOC não é um grupo deliberadamente hostil. Nossa luta é contra o patriarcado, o machismo, a homofobia, a transfobia e as organizações opressoras da felicidade humana.

♥ O PINK BLOC é organizado de forma horizontal, descentralizada, vertical, de frente e de costas. Não temos líderes e não somos necessariamente monogâmicos. Por acreditarmos que o amor é um sentimento anárquico por natureza, resolvemos radicalizar. Se você vive alguma forma de amor não-tradicional, é um PINK BLOC em potencial.

♥ Declaramos inimigos quaisquer meios de repressão e/ou opressão, sejam essas de caráter físico ou psicológico. Eles, mais do que ninguém, precisam do choque de amor.

♥ A corporação policial do RJ tem, por meio de suas ações, um papel opressor e repressor. Repudiamos qualquer tipo de violência, apesar de acharmos que seus bumbuns ficam lindos naqueles uniformes.

Ações diretas do PINK BLOC:
– Glittervandalismo em símbolos do patriarcado
– Choque de amor anti-machismo
– Barricada laica contra igrejas que tentam avançar no cenário político
– Atos de felicidade explícita

O PINK BLOC é uma manifestação de cunho político, que pretende trazer as pautas políticas para a festa LGBT e vice-versa.

JUNTE-SE AO PINK BLOC! TRAGA GLITTER!

Razões para não usar cuecas da Lupo

Neste vídeo, critiquei o marketing da Lupo, por excluir uma grande parcela de seu público-alvo em potencial, ao mostrar seu garoto-propaganda fugindo da homossexualidade como o diabo foge da cruz. A propaganda reforça velhos preconceitos, e a piada final é, sim, a possibilidade da homossexualidade.
Muitas vezes me questiono se estou exagerando reclamando de certas posturas que me agridem enquanto homossexual (como a desse comercial). O que me dá força para crer que estou certo em reclamar é a chuva de comentários ofensivos que surgem para defender o direito da Lupo de mostrar a homossexualidade como algo constrangedor.
Esses comentários, provavelmente, são provenientes de pessoas que cresceram assistindo a propagandas como esta e acham normal chamar de “viadinho”, afinal, é só uma zoação. O mecanismo é o mesmo no comercial e na vida real, mas na vida real tem gente morrendo (não só de porrada, a facadas, mas vivendo uma vida miserável) por causa disso. Até lá, essas piadinhas não terão graça. Não pra mim.

Leia mais sobre preconceito na publicidade neste belo e lúcido post da Liga Humanista.

Intercâmbio Brasil-Irã pelos Direitos Humanos

Um apelo para o presidente do Irã, Ahmadinejad: leve os homofóbicos brasileiros e, em troca, nos envie os homossexuais iranianos. Uma campanha pelos direitos humanos e liberdade de expressão destes dois grupos!

Gays assistindo à entrevista de Silas Malafaia

Filmei dois gays assistindo à entrevista de Silas Malafaia com Marília Gabriela:

Assista também:
Mesa Quadrada: Lei da Moral e dos Bons Costumes

Editor adjunto da revista VEJA explica mal-entendido em reportagem sobre gays

Pessoal que bradou contra a VEJA no Facebook e no Twitter: as intenções do jornalista eram boas, vocês que entenderam errado!

Mas tudo bem, também… acontece.

Tutorial de maquiagem: Ataque Homofóbico

Esse tutorial de maquiagem, desenvolvido em parceria com a Julia Petit, ensina você a fazer um look de quem sofreu um ataque homofóbico. Aprenda e se cuide!

Mais tutoriais de maquiagem do Rafucko:

 

Tutorial de Maquiagem: Cara de Facebook

Tutorial de Maquiagem: Cara de Acidente na Dutra

Tutorial de Maquiagem: DM da Julia Petit

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