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1º UPP – UH UH UH Prêmio de Protestos

Ontem rolou o 1. UPP – UH UH UH Prêmio de Protestos – Edição Rio de Janeiro -, que premiou os melhores e piores das manifestações de 2013.

Às 22h, ao final da assembleia popular na Cinelândia, os convidados começaram a ocupar o Tapete de Concreto da Cinelândia. Vamos conferir quem passou por lá?

A NINJA apostou no pretinho básico e não largou mão do smartphone.

A NINJA apostou no pretinho básico e não largou mão do smartphone.

Delegado Orlando Zaccone e vândala Sininho, que colecionava indicações, também prestigiaram a premiação.

Delegado Orlando Zaccone e vândala Sininho, que colecionava indicações, também prestigiaram a premiação.

Manequim vandalizado da Toulon chegou com traje de gala, mas não falou com os jornalistas.

Manequim vandalizado da Toulon chegou com traje de gala, mas não falou com os jornalistas.

A streamer do coletivo Rio na Rua apostou num vestido longo e inovou com a primeira grua de smartphone vista nas manifestações de rua no RJ.

A streamer do coletivo Rio na Rua apostou num vestido longo e inovou com a primeira grua de smartphone vista nas manifestações de rua no RJ.

Plateia na escadaria do Theatro Municipal, instantes antes do início da apresentação. Lei mais dura poderia levar todos estes vândalos para a cadeia, mas felizmente fomos poupados.

Plateia na escadaria do Theatro Municipal, instantes antes do início da apresentação. Lei mais dura poderia levar todos estes vândalos para a cadeia, mas felizmente fomos poupados.

A Premiação foi realizada no Theatro Municipal, e teve a Cinelândia como palco. Logo de início, o apresentador Rafucko explicou como os premiados foram escolhidos: seguindo o modelo de gestão Cabral-Paes, o voto era aberto ao público, mas o próprio Rafucko decidiria os resultados sozinho. A plateia esteve animadíssima durante toda a cerimônia, torcendo por seus candidatos favoritos. O momento alto da noite foi o número musical do rapper Presidente, que puxou diversos gritos de manifestação.

(Assista aqui à transmissão completa por streaming dos canais Rio na Rua, Mídia NINJA e NINJA3_RJ)

Rapper Presidente empolga a multidão: "Cabral, bandido, cadê o Amarildo?" foi um dos sucesso entoados pelo músico.

Rapper Presidente empolga a multidão: “Cabral, bandido, cadê o Amarildo?” foi um dos sucesso entoados pelo músico.

O ponto alto da noite foi quando o manequim da Toulon subiu ao palco para receber o prêmio Molotov de Ouro por “Maior Ato de Vandalismo”. A quebra do manequim provocou uma reunião de emrgência da cúpula de segurança do Rio de Janeiro, algo que nem mesmo a chacina na favela da Maré foi capaz de mobilizar. O manequim, que é um ser inanimado, ficou em silêncio e provocou a reflexão dos presentes, ao vivo e por streaming.

Na entrega do prêmio de “Melhor Grito”, quem anunciava os indicados era a própria plateia. Os gritos eram acompanhados pelo barulho da porta de um ônibus, entoado por um motorista que encostou o veículo para assistir a premiação.

O prêmio de “Melhor Prisão” foi cancelado no primeiro ano da premiação. O apresentador lembrou que ainda há presos políticos e que a situação é muito séria. A Pedra Portuguesa de Ouro desta categoria foi guardada para ser entregue ao governador Sérgio Cabral, no dia em que ele for pro lugar dele: a cadeia.

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Manequim da Toulon faz discurso de agradecimento. O silêncio do ser inanimado emocionou a plateia presente. (foto: Mídia NINJA)

Segue a lista dos grandes vencedores da concorrida Pedra Portuguesa de Ouro® 2013.

Melhor Ocupação
Ocupa Cabral
Ocupa Câmara Rio
Ocupa Paes
Ocupa Odebrecht

Melhor Grito
“Fora Cabral!”
“Não acabou, tem que acabar, eu quero o fim da Polícia Militar”
“Não vai ter Copa”
“Não me representa”

Maior Ato de Vandalismo (Molotov de Ouro)
Sentar nas escadarias da Câmara
Quebrar os manequins da Toulon
Pichar a ALERJ
Queimar ônibus

Pior Manipulação
“A voz que emergiu das ruas”, Revista VEJA
“Lei mais dura leva 70 vândalos para a cadeia”, Jornal O Globo
“Quem são os Black Blocs?”, Revista Época
Leilane Neubarth, pelo conjunto da obra (Globo News)

Maior Repressão
Papafolia (22/7, Palácio Guanabara)
Dia da Independência (7/9, Av. Presidente Vargas e Palácio Guanabara)
Dia dos Professores/Black Prof (15/10, Cinelândia)
Marcha dos 300 mil (20/6, Av. Presidente Vargas)

Melhor streaming/cobertura
Mídia NINJA
Rio na Rua
MIC – Mídia Independente Coletiva
Coletivo Mariachi

Melhor Protesto Alternativo
Coletivo Projetação
Pink Bloc
Tatu-Bola na abertura da Copa das Confederações
Casamento da Dona Baratinha
Palhaço Paga-Nada

Molotov de Ouro, o prêmio mais aguardado da noite. (foto: Coletivo Carranca)

Molotov de Ouro, o prêmio mais aguardado da noite. (foto: Coletivo Carranca)

No after-party mais concorrido, os manequins da Toulon receberam convidados na Casa Nuvem, no Beco do Rato. Batman Pobre chegou atrasado, porque veio de ônibus, e só chegou para a festa.

O apresentador Rafucko com o manifestante Bruno Teles, também preso com flagrante forjado pela PM, e Batman Pobre.

O apresentador Rafucko com o manifestante Bruno Teles, também preso com flagrante forjado pela PM, e Batman Pobre.

Em breve, os vídeos editados da premiação!

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Humor não é crime, preconceito é.

Hoje li, pela primeira vez, um humorista comparando a questão do humor “politicamente incorreto” à questão das biografias, dizendo que haveria uma tentativa de censura da “polícia do politicamente correto”.
Não caiam nesse papo cheio de má-fé. Este é o último argumento daqueles que querem destilar seus preconceitos sem serem questionados.
No último domingo, Bruno Mazzeo fez um quadro sobre a abolição da escravidão no Fantástico. Apesar de muita gente saber enumerar os absurdos da esquete melhor que eu (http://bit.ly/1fgrI2a), o que mais me incomodou foi o fato dos personagens falarem “negro” como se fosse um palavrão. Uma alfinetada na “polícia do politicamente correto”, que só deixaria chamarem os negros de “afrodescendentes”. Se passassem mais tempo refletindo sobre seus preconceitos, não precisariam ser tão seletivos com seu vocabulário. Preto não é xingamento para quem sabe que o negro não é inferior ao branco. Viado não é ofensa se você não trata o gay como submisso, inferior, infantilizado.
A ofensa está na intenção, e não na palavra. Ridicularizar o oprimido é uma liberdade de todos, mas há que se ser forte o suficiente para aguentar as críticas de quem não se submete mais à opressão. E dá pra fazer isso sem parecer um menino mimado contrariado. É difícil, mas tenho certeza que vocês conseguem…

Humor, Arte e Diversidade Sexual na USP

Ontem participei de uma conversa com o incrível Laerte Coutinho na Escola de Direito da USP. Falamos sobre arte, humor e preconceito. O mais interessante do encontro foi ver um pessoal que não tá preocupado com “policiar o politicamente correto”, mas sim que preza o respeito ao próximo acima do riso. No humor, dá pra ser politicamente incorreto sem ofender nem oprimir.

Eu com Laerte e o pessoal do GEDS (Grupo de Estudos de Diversidade Sexual)

Um papo muito bom, com gente muito bacana e lúcida. Pra quem foi (e quem não foi também), seguem os vídeos que mostrei durante o encontro:

Falei também do vídeo abaixo (que acabamos não assistindo, então posto aqui), que fiz só com comentários de vídeos e notícias relacionados a homofobia. Algumas pessoas reproduziram o vídeo concordando com a minha fala, sem entender a ironia, fazendo, assim, uma piada sobre si mesmos.

Mais tarde, posto o novo tutorial de maquiagem, que estreia hoje, às 19h, no Salão de Estudantes da Faculdade de Direito (no Largo São Francisco). :)

Capa do Meia Hora de hoje

Hoje, às 16h30, no auditório da CPM no campus da Praia Vermelha da UFRJ, participo de um debate sobre Humor com Henrique Freitas, autor das capas do Meia Hora, e Nelito Fernandes, do Sensacionalista.

 

Os invejosos vão dizer que é montagem…

Box Comemorativo da 1ª temporada de Leitura Interpretativa de Twitts

A todos que acompanharam a Leitura Interpretativa de Twitts do Rafucko, um presente especial: um Box comemorativo da primeira temporada.

O presente é meu pra todos vocês, mas podem repassar à vontade!

Clique na imagem abaixo para iniciar o disco! ;)

IX Leitura Interpretativa de Twitts – Greatest Hits

Mal dá pra acreditar que já estamos na 9ª edição. Mal dá pra acreditar que esses são meus twitts mais retuitados. Mal dá pra acreditar que vocês continuam vindo aqui. Mas o importante nessa vida é TER FÉ! Sem mais delongas:


(os links dos twitts interpretados acima estão nos comentários desse post) 

Tuíte “quero ter meu twitt interpretado pelo @rafucko na #leituradorafucko: [link do twitt]” e divulgue entre seus amigos, ou inimigos, dependendo do quanto você gosta de cada um.

Ao enviar seu twitt, você concorda em ceder os 140 caracteres pra minha livre interpretação e se responsabiliza no caso de kibe.

Twittai todos e RT!

8ª Leitura Interpretativa de Twitts – Especial Gripe

Pessoal, a 8ª Leitura de Twitts está no ar, e eu tô no fundo do poço: gribado à beça, desgülbem binha voz adasalada.
Gurdiu? Gombardilhe! Reduide! Bände bros abigos!!! Faleu!!!! :^`)


(os links para os twitts estão nos comentários)

Assista as edições anteriores da Leitura Interpretativa de Twitts

SURPRESA! Semana que vem, Leitura dos meus Greatest Hits no Twitter! E ainda, o anúncio da primeira promoção pra você que sempre quis ter seu twitt interpretado por ~mimzinha~!

Humorista explica clube KKK de humor criminalmente incorreto

Após inúmeras reclamações sobre o Proibidão do Humor, um humorista esclarece o mal-entendido:

Um rápido momento sério: não é uma questão de “polícia do politicamente correto”. É que se você respeita, você simplesmente não acha graça. E aí, vê que não é uma piada, mas uma ofensa despropositada.

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