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Senadores fecham acordo com líder da bancada evangélica e mudam lei Áurea

Nesta quinta-feira, 31, o senador Marcelo Crivela e a deputada Manuela D`Ávila chegaram a um consenso sobre a mudança no texto da LI 3353 (conhecida como “Lei Áurea”) que autoriza a escravização de negros dentro de instituições religiosas. A lei, assinada em 1888 pela Princesa Isabel, extinguiu a escravidão de negros no Brasil.

Entretanto, Crivela e representantes religiosos do Senado conseguiram alterar algumas palavras do texto e incluir um trecho que permite a escravização de negros dentro de instituições religiosas. Escravizar negros em templos e igrejas não será crime. “Será necessário comprovar que o negro fora comprado legalmente. O trabalho escravo clandestino continuará sendo punido pela lei”, afirmou Manuela, que é presidente da Comissão de Direitos Humanos da Casa.

Princesa Isabel (esq.) e o senador Marcelo Crivela (dir.)

Silas Malafaia e outras lideranças evangélicas e católicas se reuniram em frente ao Congresso nesta quarta para uma manifestação pacífica onde defendiam o direito da Igreja de catequizar e escravizar negros cujas almas ainda não foram salvas pelo Senhor. “Somente o trabalho dignifica o homem, e nós queremos salvá-los do inferno”, disse Malafaia, em meio a gritos de ordem entoados pela multidão.

Entidades defensoras dos direitos humanos se manifestaram e devem apresentar uma versão alternativa ao texto apresentado pelos religiosos. A votação acontece na próxima quarta.

(da BRINKSTV)

Marcha Pró-Homofobia agita Brasília

Evangélicos, católicos, pitboys e ignorantes em geral se reunirão para a Marcha Pró-homofobia em frente ao Congresso neste 1 de junho. No evento serão defendidos os direitos de discriminação e expressão de preconceito, bem como o repúdio à “mordaça gay” que, segundo os organizadores, será imposta com a aprovação do PL 122/2006. O projeto de lei equipara a homofobia ao crime de racismo e tiraria o direito da igreja de condenar a homossexualidade, algo semelhante ao que ocorreu séculos atrás com a discriminação contra mulheres, os judeus e os negros.

Na ocasião, será entregue a parlamentares um abaixo-assinado com mais de 100 mil assinaturas em defesa do direito de ser homofóbico sem pena prevista pela lei.

(da BRINKSTV)

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