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Prefeito do Rio se recusa a fazer exame anti-doping (VÍDEO)

(English subtitles on the video)

Neste sábado, fui a um evento de diálogo entre prefeito e população sobre as Olimpíadas, no Ponto Cine em Guadalupe. Convidei o prefeito Eduardo Paes para fazer um teste anti-doping, uma ação da campanha “Guerra Contra Hipocrisia”, que visa fazer testes anti-drogas em políticos, jornalistas e personalidades que são publicamente a favor da guerra que mata inocentes (e culpados) na cidade do Rio de Janeiro. O prefeito respondeu que por ser um dia depois de sexta feira, tinha medo deste teste e se dizendo a favor da legalização das “drogas mais leves” (sic), mas se recusou a doar o material para teste (alguns fios de cabelo) ao fim do evento. O convite segue de pé e, assim como o convite para entrevista no Talk Show do Rafucko, será feito outras vezes.

A ENTREVISTA

Depois da resposta do vídeo acima, o prefeito prometeu ainda me dar uma entrevista no Talk Show do Rafucko. A entrevista com o prefeito é a última que falta para completar a série de 10 entrevistas no projeto financiado através de crowdfunding. Estou em contato com os assessores dele e, caso a promessa não seja cumprida, a gente começa uma nova campanha. :) Há muitos questionamentos a serem feitos às vésperas das Olimpíadas, que não têm sido contemplados nas entrevistas para grandes veículos.

SOBRE A CAMPANHA “GUERRA CONTRA A HIPOCRISIA”

Nas favelas, vive-se um estado de exceção, com o perigo constante de tortura, morte e todo tipo de humilhação cometidos pela Polícia Militar e pelo Exército Brasileiro.

Os próximos convocados para estrelarem a campanha serão a jornalista Leilane Neubarth, e o ator Diogo Vilela.

hipocrisia

Assista também:

O Desabafo da Cocaína

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Big Brother Favela

(English version below the video)

BIG BROTHER FAVELA

No dia 5 de agosto, a Prefeitura do Rio, o Governo do Estado e o Governo Federal lançam uma contagem regressiva de 1 ano para as Olimpíadas de 2016. Os preparativos para os Jogos Olímpicos escondem a realidade de remoções, devastação da natureza, corrupção e violência policial que assombram a população da Cidade Olímpica. Enquanto os governos contam quantos dias faltam para as Olimpíadas, nós convidamos a população para contar quantas pessoas faltam para essa grande festa – as vidas perdidas em decorrência da violência do estado.

Big Brother Favela é “o maior show de realidade que o Brasil já viu”. É uma instalação virtual/performance em formato de reality show, onde 7 participantes, em sua grande maioria negros ou pardos, viverão numa casa em uma comunidade. A casa será monitorada 24h através do site bigbrotherfavela.com. A cada dia, um jogador será escolhido pelo público para ser executado pela polícia diante das câmeras. Não há espaço para comentários no site, apenas a tela do streaming, e uma enquete para o espectador escolher quem será o eliminado. Levando o conceito de “show de realidade” ao extremo, Big Brother Favela pretende espelhar um estado onde a polícia tem licença para matar, e a população é conivente com isso.

O jogo poderá ser interrompido a qualquer momento se o Prefeito Eduardo Paes, o Governador Luiz Fernando Pezão e a Presidenta Dilma Rousseff pronunciarem a seguinte frase: “as forças militares precisam parar de matar nas favelas, e para isso é preciso regulamentar as drogas no Brasil”. Caso não ocorra a manifestação oficial, as eliminações acontecerão ao curso do programa.

O projeto é inspirado na instalação “Ausländer Raus” (Fora, Imigrantes), do artista alemão Christoph Schlingensief, que instalou um container em Viena, onde imigrantes ilegais viviam até serem deportados, no mesmo modelo proposto pelos grandes realities shows de televisão. A instalação era uma crítica à extrema-direita daquele país.

A partir de terça-feira, dia 4 de agosto, às 22h.

CONTATO:

http://bigbrotherfavela.com

http://rafucko.com

reality@rafucko.com

BIG BROTHER FAVELA

On the 5th of August 2015, governments of Brazil and Rio de Janeiro will release the official countdown for the 2016 Olympic Games. The preparation for the Games hides the sad reality of forced evictions, environmental devastation, corruption and police brutality that haunts the population of the Olympic City. While governments count how many days are left, we invite the population to count how many people are missing for this big party – the lives that are lost because of state-sponsored violence.

Big Brother Favela is “the biggest reality show Brazil has ever seen”. It is a virtual installation/performance in the format of a reality show, where 7 participants – most of them dark-skinned – will live in a house in a favela. The house will be monitored 24/7 through the website bigbrotherfavela.com. Each day, one of the participants will be chosen by viewers to be executed by police in front of the cameras. There will be no space for comments on the website; just the live stream and a poll.

Taking the concept of a reality show to the extreme, Big Brother Favela intends to mirror a state where police have a license to kill, and where the population remains unresponsive.

The game can be interrupted at anytime if the mayor of Rio de Janeiro – Eduardo Paes, the governor Pezão (Big Foot), and president Dilma Rousseff give the following statement: “Military forces shall stop killing in the favelas, and therefore it is urgent to regulate drugs in Brazil”. In the event that they don’t, the eliminations will follow as planned.

The project is inspired by the installation “Ausländer Raus” (Immigrants Out) by the German artist Christoph Schlingensief. He installed a container in Vienna, where illegal immigrants were living until being deported, on the same model proposed by reality TV shows. The installation was a critique to the extreme right wing politicians in Austria.

CONTACT:

http://bigbrotherfavela.com

http://rafucko.com

reality@rafucko.com

Estreia Big Brother Favela

Nesta terça, começa o reality show #BigBrotherFavela, o maior show de realidade que o Brasil já viu. Sete suspeitos serão confinados em uma casa na comunidade e VOCÊ escolhe um por dia para ser eliminado pela PMERJ.

Enquanto a Prefeitura do Rio, o Governo do Estado e o Governo Federal lançam uma contagem regressiva para os Jogos, nós lançamos uma contagem progressiva: eles contam quantos dias faltam, nós contamos quantas pessoas faltam.

Começa terça feira, às 22h, em bigbrotherfavela.com!

PM cria manual para sobreviver no Rio de Janeiro

Em terra, céu e mar, está no ar: Jornal Militar!
Nesta edição, a PMERJ ensina como sobreviver à Polícia. E ainda: um major convoca protesto e se surpreende com os resultados. Assista abaixo:

Desafio do balde de sangue

Pessoal, criei uma brincadeira nova, o desafio do balde de sangue! Funciona assim: você vira um balde de sangue da favela na cabeça (vale de morador inocente, de amigo de traficante, de traficante ou de PM) e desafia três pessoas a fazerem o mesmo, enquanto defendem a atual política de combate às drogas, que mata muita gente – curiosamente, só gente pobre.

Fico no aguardo da participação dos três desafiados, rsrs…

Rafucko entrevista Polícia Civil

Semana passada, recebi uma intimação da Polícia Civil para prestar esclarecimentos sobre um processo do qual eu não tinha conhecimento. O número estava no topo da página, mas ligar para a delegacia para descobrir sobre o que se tratava seria um mero exercício de curiosidade, já que estava certo de que não havia quaisquer esclarecimentos a serem prestados por mim a polícia nenhuma.

Enquanto esperava o dia e hora do depoimento, fui juntando as peças que se apresentavam à minha frente. O que eu descobri, relato abaixo:

Um processo interno da Polícia Civil foi aberto contra o delegado Orlando Zaconne, que assistiu à performance “1º UPP – Prêmio de Protestos” em novembro do ano passado. O “crime” cometido por Zaccone ao assistir a performance artística teria sido o de “prevaricação”, quando um agente da lei presencia uma contravenção e nada faz. Mas qual seria a contravenção? O uso de um manequim roubado da Toulon (os manequins receberam o prêmio de “Maior Ato de Vandalismo”). A denúncia de que o artista teria feito interceptação de um objeto de roubo foi feita por este homem:

Reinaldinho escreve para o veículo de ficção "VEJA"

Reinaldinho escreve para a revista de ficção “VEJA”

A Polícia Civil, muito corretamente, levou a cabo as investigações, não sobre Reinaldo e sua lucidez/confiabilidade, mas sobre este outro homem:

Intimadíssima, Rafucko ficou pê da vida.

Intimadíssima, a mídiativista Rafucko ficou pê da vida.

É um humorista, um ativista, um videomaker ou apenas uma bicha vlogueira? Sim.
Rafucko não se deixou intimidar e fez o que qualquer pessoa que preza pela liberdade faria em um momento tão difícil como este: se vestiu de Ana Maria Braga e chamou azamiga tudo pra ir com ele fazer um auê na Corregedoria da Pol. Clica o play e acooooooooorda, menina!

O vídeo  ̶a̶t̶i̶n̶g̶i̶u̶ ̶1̶ ̶m̶i̶l̶h̶ã̶o̶ ̶d̶e̶ ̶v̶i̶s̶u̶a̶l̶i̶z̶a̶ç̶õ̶e̶s̶ ̶a̶p̶ó̶s̶ ̶s̶e̶r̶ ̶r̶e̶t̶i̶r̶a̶d̶o̶ ̶d̶o̶ ̶a̶r̶ ̶p̶e̶l̶a̶ ̶G̶l̶o̶b̶o̶ rodou a high society ativista carioca e muita gente mostrou apoio nas redes sociais!

ATENÇÃO: ler somente os dois primeiros tweets (não consegui cortar o print, tô no cel)

ATENÇÃO: ler somente os dois primeiros tweets (não consegui cortar o print, tô no cel)

Rafucko pensou em ignorar a intimação, pois desde pequeno adora ser desobediente. Porém, o castigo que os titios da Polícia Civil ameaçaram lhe dar era um pouco mais grave que algumas palmadas (aliás, antes fosse, rs… mas isso assunto pra outra hora!). Se tem duas coisas que ele odeia elas são: passas no arroz e ser privado de sua liberdade!

Auxiliado por vários advogados (que lhe diziam “não faça isso!”), Rafucko compareceu à delegacia vestido assim:

William Bonner Sexy posa ao lado do Presidente (foto: Carmen Astrid)

William Bonner Sexy aposta em look ousado: meia-calça “arrastão” e military boots. Aqui, ele posa ao lado do Presidente (foto: Carmen Astrid)

William Bonner Sexy foi impedido de entrar no prédio com as pernocas à mostra, mas argumentou que a intimação não especificava o dress-code para a ocasião. Depois de 30 minutos, pôde entrar para ser interrogado com uma calça balonê azul, que não compôs o look. A pedido do artista, não iremos reproduzir aqui as fotos deste momento.

A Polícia fez uma investigação exemplar: o exame de DNA provou que o manequim que compareceu à premiação não era o mesmo manequim violentado na noite de 17 de julho no Leblon. Os manequins violentados na Toulon eram negros.

manequim

Manequim espelhado que compareceu à premiação (à esquerda) e manequins agredidos no Leblon (à direita) não eram da mesma família, segundo laudo do IML.

A ossada de Amarildo, os autores dos tiros que mataram Cláudia Ferreira, o dançarino Douglas, e as outras milhares de vítimas fatais da UPP ainda não foram encontrados e, ignorando tudo isso, o Secretário de Segurança do Rio de Janeiro lançou uma campanha contra o extermínio da população de manequins negros.

O Secretário de Genocídio do Rio de Janeiro lançou campanha pelo fim do extermínio de seres inanimados (foto: Divulgação)

O Secretário de Genocídio do Rio de Janeiro lançou campanha pelo fim do extermínio de seres inanimados (foto: Divulgação)

Rafucko foi questionado acerca do 1º UPP – Prêmio de Protestos, mas disse ao delegado que preferia permanecer em silêncio, por não se sentir confortável em prestar esclarecimentos sobre uma performance artística à Polícia.
Aproveitando o gancho da campanha de arrecadação de fundos para produção do seu próprio Talk-Show (já apoiou? é simples, rápido, e faz bem pra pele!), o desobediente e provocativo sósia do sagrado William Bonner fez perguntas à Polícia Civil na frente do prédio, para um grupo de mídiativistas. Segue a entrevista, que pode ser respondida pela Polícia Civil ou pelo delegado Felipe Bettencourt do Vale a qualquer momento. Este humilde blog se põe à disposição para a divulgação de suas respostas:

 
Vídeo feito pelo MIC – Mídia Independente Coletiva e Linha de Frente Audiovisual

Uma das fãs que acompanhou o pronunciamento empunhava um iPhone e perguntou ao menino que estava do seu lado: “quem é ele? Ele é famoso?”. A resposta foi negativa.

O jornalista do jornal O Dia ligou para a Polícia Civil – veja só que curioso, ainda há jornalistas que apuram os fatos, coisa rara hoje em dia! – para questionar sobre a intimação feita a Rafucko. Vejam a frase final desta matéria:

Procurada pela reportagem do BLOG LGBT, a Polícia Civil informou que houve um erro material na expedição do documento enviado ao artista, que deveria ser um convite e não uma intimação.

A declaração gerou desconfiança na internet, mas me sinto no dever de informar que, de fato, a Polícia não estava mentindo. Fizeram questão de corrigir o erro e a seguinte correspondência chegou aqui em casa hoje:

"Era pra ser um convite, mas porque queríamos tanto a sua presença, enviamos uma intimação!", disse o chefe da Polícia Civil, Fernando Veloso.

“Era pra ser um convite, mas porque queríamos tanto a sua presença, enviamos uma intimação!”, disse o chefe da Polícia Civil, Fernando Veloso.

Por fim, segue o texto do pronunciamento, na íntegra:

“A arte é conduta atípica.”

Lá dentro, me mantive em silêncio, porque acredito que tenho poucas respostas a dar para a Polícia Civil. Entretanto, tenho muitas perguntas:

O Rio de Janeiro tem uma das polícias que mais mata no Brasil – e no mundo! Quantas investigações estão sendo feitas sobre este fato neste momento? Quantas já foram julgadas?

O ex-governador Sérgio Cabral é notório mandante de vários crimes contra a população. Por que nem ele nem ninguém da sua quadrilha de Secretários foi intimado a prestar qualquer esclarecimento?

A internet está cheia de páginas que apóiam e promovem a violência policial. Quantas destas páginas são alvo de investigações da Polícia Civil? Quantos administradores já foram intimados para prestar esclarecimentos?

Hoje, em pleno 2014, eu fui intimado – e intimidado – a vir neste prédio anexo do antigo DOPS para prestar esclarecimentos sobre uma performance artística, a partir de uma denúncia feita… pela Revista VEJA.

Mas não se trata de uma denúncia qualquer! O colunista mentiroso Reinaldo de Azevedo me acusou de “interceptação”. Disse que eu teria usado um manequim roubado da Toulon na performance “Prêmios de Protesto”, onde ironizei a distorção patética do governo do Rio e da mídia durante os protestos de 2013. Durante a “premiação”, um manequim inanimado recebeu o prêmio de “Maior Ato de Vandalismo”, porque, em julho de 2013, a quebra de uma loja no Leblon causou mais comoção na cúpula de segurança do RJ do que a retirada de vidas humanas na favela da Maré uma semana antes. Foi a imaginação fértil – ou a cegueira ideológica – deste nada confiável colunista, nesta nada confiável revista, que me trouxe aqui hoje.

Inclusive, o fato da gente estar aqui hoje, nesta situação, é MAIS UMA PROVA de que a Polícia continua se preocupando mais com os manequins da Toulon do que com os corpos humanos estendidos no chão das favelas.

Repudio publicamente esta investigação patética da Corregedoria da Polícia Civil, a acusação infundada e criminosa da Revista VEJA, e a conivência e cumplicidade do Secretário de Segurança José Mariano Beltrame, do governador Pezão e da presidenta da República Dilma Rousseff.

Se você parar pra refletir, você vai perceber que esta guerra que estamos vivendo não é contra as drogas, mas contra os pobres. Traficantes do morro e policiais não são lados opostos. Eles são o mesmo lado, o único lado cuja morte é aceitável para a nossa sociedade, para a nossa mídia. Os policiais, assim como os traficantes, são em sua maioria negros, pobres, e moram em comunidades. Enquanto eles se matam entre si, os verdadeiros fornecedores – e proibidores – das drogas voam de helicóptero e transitam livremente no Senado, na Câmara e nas Assembleias Legislativas.

Se você parar pra se informar, você vai ver que esta guerra não é contra vândalos, mas contra as pessoas que querem mudanças reais. O número de crimes cometidos pelas polícias militares durante as manifestações nunca foi exatamente registrado, divulgado e nem julgado. No ano passado, muitos brasileiros puderam experimentar nas ruas uma amostra do que é a violência nas favelas. Mas, como vimos ontem, no coração do Rio, as balas que acertam os favelados não são de borracha. E fica cada vez mais claro que a polícia brasileira não detém apenas o monopólio da violência. Ela detém o monopólio do crime.

E pra você que tá sentado no sofá, achando que tá tudo bem, eu sinto lhe dizer, mas esta guerra é contra você! E ela vai chegar até você, porque a nossa mídia trabalha para justificar os crimes de polícias e governos.

Pra não dizer que trouxe apenas problemas e nenhuma solução, eu reuni uma lista de veículos de comunicação alternativa para a Policia Civil se informar melhor, e parar de usar a VEJA como fonte, pois é de meu interesse que esta instituição volte a fazer investigações realmente relevantes para o bem-estar do nosso país. Delegado, eu recomendo que você procure as páginas do coletivo Rio na Rua, do jornal A Nova Democracia, da Midia NINJA, do Mídia Independente Coletiva, da Assembleia do Largo, do Voz das Ruas, do Coletivo Mariachi, do CEMI… Tem informação bacana também num tal de Rafucko.com.

Aliás, se tiverem uma graninha sobrando, apoiem o crowdfunding do meu Talk Show!

E pra quem está me ouvindo agora, eu faço um apelo:

Rebele-se! É legítimo! É legal! E, neste momento, é extremamente necessário!

Conheça Orlando Zaccone

zaccone

É muito clara a estratégia que veículos como O Globo e Veja adotaram nas últimas semanas: confundir para desinformar. Uma série de “denúncias” atingiu manifestantes, ativistas e pessoas muito queridas, que são grande inspiração do meu trabalho.

O ataque foi orquestrado e intencional. Afinal, o que se pretende com uma matéria sobre a arrecadação de fundos para uma ceia de natal oferecida para moradores de rua que carrega a manchete “Vereadores e delegado repassam dinheiro a manifestantes”?

Acredito que as acusações devem ser rebatidas, sim, mas que não devemos deixar que as pautas enviesadas de Veja e O Globo sejam também as nossas pautas. É preciso seguir em frente, e focar nas inúmeras outras pautas importantíssimas e urgentes que carregamos até aqui.

Por isso, faço esse post não para desfazer qualquer cagada da criminosa revista Veja, mas para sugerir que conheçam o incrível trabalho do delegado Orlando Zaccone, uma das recentes vítimas deste veículo, por quem eu nutro profunda admiração. Zaccone é um delegado de polícia civil que, pasmem, critica o Estado policial e a violência. É também da LEAP, uma organização mundial de agentes da lei contra a proibição das drogas – um assunto urgente, que tem influência direta em tantos outros assuntos urgentes.

Aqui a reportagem da Folha.

É um prazer, Zaccone, estar do mesmo lado da luta que você!

1º UPP – UH UH UH Prêmio de Protestos

Ontem rolou o 1. UPP – UH UH UH Prêmio de Protestos – Edição Rio de Janeiro -, que premiou os melhores e piores das manifestações de 2013.

Às 22h, ao final da assembleia popular na Cinelândia, os convidados começaram a ocupar o Tapete de Concreto da Cinelândia. Vamos conferir quem passou por lá?

A NINJA apostou no pretinho básico e não largou mão do smartphone.

A NINJA apostou no pretinho básico e não largou mão do smartphone.

Delegado Orlando Zaccone e vândala Sininho, que colecionava indicações, também prestigiaram a premiação.

Delegado Orlando Zaccone e vândala Sininho, que colecionava indicações, também prestigiaram a premiação.

Manequim vandalizado da Toulon chegou com traje de gala, mas não falou com os jornalistas.

Manequim vandalizado da Toulon chegou com traje de gala, mas não falou com os jornalistas.

A streamer do coletivo Rio na Rua apostou num vestido longo e inovou com a primeira grua de smartphone vista nas manifestações de rua no RJ.

A streamer do coletivo Rio na Rua apostou num vestido longo e inovou com a primeira grua de smartphone vista nas manifestações de rua no RJ.

Plateia na escadaria do Theatro Municipal, instantes antes do início da apresentação. Lei mais dura poderia levar todos estes vândalos para a cadeia, mas felizmente fomos poupados.

Plateia na escadaria do Theatro Municipal, instantes antes do início da apresentação. Lei mais dura poderia levar todos estes vândalos para a cadeia, mas felizmente fomos poupados.

A Premiação foi realizada no Theatro Municipal, e teve a Cinelândia como palco. Logo de início, o apresentador Rafucko explicou como os premiados foram escolhidos: seguindo o modelo de gestão Cabral-Paes, o voto era aberto ao público, mas o próprio Rafucko decidiria os resultados sozinho. A plateia esteve animadíssima durante toda a cerimônia, torcendo por seus candidatos favoritos. O momento alto da noite foi o número musical do rapper Presidente, que puxou diversos gritos de manifestação.

(Assista aqui à transmissão completa por streaming dos canais Rio na Rua, Mídia NINJA e NINJA3_RJ)

Rapper Presidente empolga a multidão: "Cabral, bandido, cadê o Amarildo?" foi um dos sucesso entoados pelo músico.

Rapper Presidente empolga a multidão: “Cabral, bandido, cadê o Amarildo?” foi um dos sucesso entoados pelo músico.

O ponto alto da noite foi quando o manequim da Toulon subiu ao palco para receber o prêmio Molotov de Ouro por “Maior Ato de Vandalismo”. A quebra do manequim provocou uma reunião de emrgência da cúpula de segurança do Rio de Janeiro, algo que nem mesmo a chacina na favela da Maré foi capaz de mobilizar. O manequim, que é um ser inanimado, ficou em silêncio e provocou a reflexão dos presentes, ao vivo e por streaming.

Na entrega do prêmio de “Melhor Grito”, quem anunciava os indicados era a própria plateia. Os gritos eram acompanhados pelo barulho da porta de um ônibus, entoado por um motorista que encostou o veículo para assistir a premiação.

O prêmio de “Melhor Prisão” foi cancelado no primeiro ano da premiação. O apresentador lembrou que ainda há presos políticos e que a situação é muito séria. A Pedra Portuguesa de Ouro desta categoria foi guardada para ser entregue ao governador Sérgio Cabral, no dia em que ele for pro lugar dele: a cadeia.

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Manequim da Toulon faz discurso de agradecimento. O silêncio do ser inanimado emocionou a plateia presente. (foto: Mídia NINJA)

Segue a lista dos grandes vencedores da concorrida Pedra Portuguesa de Ouro® 2013.

Melhor Ocupação
Ocupa Cabral
Ocupa Câmara Rio
Ocupa Paes
Ocupa Odebrecht

Melhor Grito
“Fora Cabral!”
“Não acabou, tem que acabar, eu quero o fim da Polícia Militar”
“Não vai ter Copa”
“Não me representa”

Maior Ato de Vandalismo (Molotov de Ouro)
Sentar nas escadarias da Câmara
Quebrar os manequins da Toulon
Pichar a ALERJ
Queimar ônibus

Pior Manipulação
“A voz que emergiu das ruas”, Revista VEJA
“Lei mais dura leva 70 vândalos para a cadeia”, Jornal O Globo
“Quem são os Black Blocs?”, Revista Época
Leilane Neubarth, pelo conjunto da obra (Globo News)

Maior Repressão
Papafolia (22/7, Palácio Guanabara)
Dia da Independência (7/9, Av. Presidente Vargas e Palácio Guanabara)
Dia dos Professores/Black Prof (15/10, Cinelândia)
Marcha dos 300 mil (20/6, Av. Presidente Vargas)

Melhor streaming/cobertura
Mídia NINJA
Rio na Rua
MIC – Mídia Independente Coletiva
Coletivo Mariachi

Melhor Protesto Alternativo
Coletivo Projetação
Pink Bloc
Tatu-Bola na abertura da Copa das Confederações
Casamento da Dona Baratinha
Palhaço Paga-Nada

Molotov de Ouro, o prêmio mais aguardado da noite. (foto: Coletivo Carranca)

Molotov de Ouro, o prêmio mais aguardado da noite. (foto: Coletivo Carranca)

No after-party mais concorrido, os manequins da Toulon receberam convidados na Casa Nuvem, no Beco do Rato. Batman Pobre chegou atrasado, porque veio de ônibus, e só chegou para a festa.

O apresentador Rafucko com o manifestante Bruno Teles, também preso com flagrante forjado pela PM, e Batman Pobre.

O apresentador Rafucko com o manifestante Bruno Teles, também preso com flagrante forjado pela PM, e Batman Pobre.

Em breve, os vídeos editados da premiação!

Eike Batista abrindo os presentes

No aniversário de Eike Batista, o empresário comemora junto a todo o Brasil.
Dilma, Paes e Cabral não puderam comparecer, mas enviaram presentes.

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